GUINEENSI KA MISTI LEBSIMENTI BA DEH... OU KEL?

- Nkasta na lebsmenti deh! (Não admito falta de respeito)

- Ami ninguin kana lebsin deh! (Ninguém vai me desrespeitar)

- Nha boka kasta na lebsmenti!(Não estou para falta de respeito)

É claro que nenhum povo gosta de ser enxovalhado por outrem. Mas para nós, guineenses, é tão recorrente estas frases sempre que alguém se apronta para defender a sua honra e o seu bom nome. E nem falo só de mulheres ou crianças. Nkasta na lebsmenti deh!. 
Ainda ontem lembrava esta faceta dos guineenses, durante uma entrevista (que a seu tempo sairá) com o Dr. Hélder Vaz, que dizia exactamente isso, guineense não gosta de falta de respeito alheio. E hoje o jornalista Mussa Baldé publica uma reflexão interessante sobre a questão(no seu mural no facebook). Não é que em São Tomé e Príncipe, abraços com uma crise política eminente, o Secretário Geral do partido no poder Levy Nazaré, resolve alertar os compatriotas que por este andar o país deles ficará parecido com a Guiné-Bissau.
É assim... se não nos damos ao respeito o resulta é esta...já no passado um tal de MC Roger tinha desafiado os jovens de Moçambique, que tivessem descontentes no seu país natal que fossem a Guiné-Bissau! E se sentimos ofendidos por estas declarações parecem-me que são menos do aquelas que somos alvo no nosso quotidiano porque ainda que a nossa competência comprove a nossa qualidade, "lebsimenti" não acabará por quem nada tem a ensinar-nos. 
Na segunda-feira tive prazer de ter uma agradável conversa com Dr. Alage Baldé, um cientista guineense que há 20 anos faz diferença na Faculdade de Ciências de Lisboa. Como já disse ontem tive prazer de estar com o Dr. Hélder Vaz, Director-Geral da CPLP, que aliás disse com uma satisfação evidente mas também alguma tristeza que, certa vez, um dirigente português pergunta-lhe como continua a Guiné-Bissau nas condições em que está se em todos os cantos do mundo os nossos quadros fazem diferença? 
Não pude deixar de pensar nesta questão, não pude deixar de exercitar o que nos falta para avançar. Tenho a dizer que o nosso problema não reside nem na qualidade nem na quantidade de quadros, se no passado isso foi problema, me parece, que hoje isso já não se coloca. Para um país abençoado pela natureza, um país com tudo para desenvolver vemos a Guiné-Bissau como mau exemplo e agora nem nos atrevemos a falar alto. 
- Ali lebsimenti entranu casa! 
Aos guineenses resta decidir no que fazer, o momento é decisivo e não é para os outros, mas para nós, por aquilo que partilhamos, por aquilo que somos e temos. O que fizermos hoje marcará a diferença no nosso futuro e no país que sonhamos no futuro. 

Disse...

Comentários

  1. Meu caro Mamadú, em primeiro lugar os meus parabém por esta iniciativa! O guineense precisa, antes de mais, de se questionar sobre a sua realidade, refleti-la e tomar uma posição prante a mesma, sem dúvida este blogue é um meio para podermos ver e pensar a nossa realidade, por isso, o meu obrigado!

    Relativamente ao artigo, dirijo-me aos meus conterrâneos para dizer o seguinte: OU TRANSFORMAMOS A NOSSA REALIDADE OU NOS CONFORMAMOS COM ELA.
    É verdade que a guiné tem quadros, existem gente competente capaz de marcar a diferença, mas a outra verdade é que, de facto, a nossa terra é neste momento um dos estado mais atrasado sobre o planeta Terra e a forma como se politica naquela casa tornou-se uma vergonha para todos nós!
    Ora, se é fato que estamos num estado de penúria e vergonhosa, então não temos que refilar com quem quer que seja quando afirma tal verdade, mas sim, lutar dia e noite para que este estado de indigência deixe a nossa casa, é esta a nossa missão, o nosso dever, que devemos assumir sem condição porque é extremante urgente salvar aquela pátria.

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    1. Palavras para quê? Junilto falaste e disseste! Vamos mesmo continuar a trabalhar! Abraços

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