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NOVA GERAÇÃO VERSUS HOMEM NOVO

E se começássemos este texto com Vagabundo Apaixonado ou Insana Rebeldia , seria a nossa justa homenagem aos dois jovens guineenses que lançaram os seus livros recentemente… falamos de Emílio Lima e Edson Incopté, são exemplo de activismo da nova geração guineense, neste caso no domínio da literatura. Mas vem este artigo ao propósito da Editorial do Jornal “O Democrata” intitulado Nova Geração Versus Homem Novo , que traduz um conjunto de verdades e aponta para outros tantos receios. Lemos e gostamos que alguém apresse a apontar-nos que os anseios do passado não cumpriram com as expectativas. A geração dos Meninos de Pindjiquiti , dos Pioneiros da Luta e muitos falharam, basta constatar o estado do nosso país. É portanto legítimo que agora recaia expectativas na Nova Geração, como carinhosamente se trata os novos valores. A geração de pós-independência que entusiasmou, hoje vê-se, que contribuiu para marasmo em que estamos e como disse Prof. Doutor Leopoldo Amado não tem havid...

JOSÉ CARLOS SCHWARZ SEMPRE

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Se a Guiné-Bissau tivesse, ainda vivo, um dos seus filhos mais prodigioso na música, ele faria 63 anos de idade hoje!  A voz inconfundível do impulsionador, unanimemente reconhecido, como pioneiro da música moderna guineense que morreu cedo, cedo demais - aos 27 anos - marca a história cultural. Poeta, músico e compositor desde cedo criou o seu estilo e ainda hoje faz furor a quem ouve as suas músicas... e nos músicos espelha-se a admiração pelo trabalho deste enorme activista que fazia da música a sua arma para intervenção social. Lutou durante colonialismo e depois fez questão de cantar para alertar sobre os caminhos no período da liberdade conquista. Lembro bem da emoção com que Manecas Costa se referiu ao José Carlos Schwarz e a influência deste no seu percurso musical (quando o entrevistei). Lembro de comover-me ao ouvir Eneida Marta confessar o que mais deseja depois da morte - um dueto com José Carlos - e mais emocionado ainda lembro de estar na Polónia ...

GUINEENSI KA MISTI LEBSIMENTI BA DEH... OU KEL?

- Nkasta na lebsmenti deh! (Não admito falta de respeito) - Ami ninguin kana lebsin deh! (Ninguém vai me desrespeitar) - Nha boka kasta na lebsmenti!(Não estou para falta de respeito) É claro que nenhum povo gosta de ser enxovalhado por outrem. Mas para nós, guineenses, é tão recorrente estas frases sempre que alguém se apronta para defender a sua honra e o seu bom nome. E nem falo só de mulheres ou crianças. Nkasta na lebsmenti deh!.  Ainda ontem lembrava esta faceta dos guineenses, durante uma entrevista (que a seu tempo sairá) com o Dr. Hélder Vaz, que dizia exactamente isso, guineense não gosta de falta de respeito alheio. E hoje o jornalista Mussa Baldé publica uma reflexão interessante sobre a questão(no seu mural no facebook). Não é que em São Tomé e Príncipe, abraços com uma crise política eminente, o Secretário Geral do partido no poder Levy Nazaré, resolve alertar os compatriotas que por este andar o país deles ficará parecido com a Guiné-Bissau. ...